Acordar de um pesadelo – Valdemar Gomes

•23/07/2009 • Deixe um comentário

Quando Valdemar era um jovem adolescente com toda a vida pela frnte, saiu um dia para procurar outro emprego porque a empresa em que ele travalhava antes tinha falido, tinha que encontrar um trabalho urgente pois ele era o filho mais velho de sua mãe que hátinha se separado de seu pai e ficado com os filhos, dez ao todo, para sustentar.

Valdemar caminhava com o coração pesado de pensamentos amargos, se perguntando porque outros não melhores que ele levavam uma vida fácil, cheia de prazer e dinheiro, enquanto para ele a vida era só trabalho e dor. Preocupado com a sua situação, pois os seus irmãos eram pequenos e já estavam passando necessidades em casa. Parou numa esquina e sentou em uma pedra na beira da rua, incerto, sem saber o que fazer.

Enquanto Valdemar estava lá sentado, pensando nas dificuldades que aina iria ter que enfrentar, em busca de trabalho, olhou à sua frente e percebeu que vinham dois homens: um um aaprentando ser bem jovem e o outro já de uma idade avançada. Este último estava se aproximando, mas Valdemar não deu atenção porque ele estava na beira da rua, onde é normal o tráfego de pessoas.

Aquele velho homem ao passar avistou aquele jovem sentado ali e perguntou o que estava perturbando sua mente. Então, o rapaz abriu seu coração e contou a sua história: que havia trabalhado como um escravo desde quando tinha quinze anos de idade, em uma empresa madeirieira e que de repente se viu na rua, desempregado, sem saber o que fazer, procurou o gerente da empresa na tentativa de receber pelo menos um pouco de dinheiro pelo seu tempo de trabalho para se manter até encontrar um outro emprego. Mas foi humilhado e expulso do escritório pelo gerente como se fosse um cachorro: seu esforço e dedicação àquela empresa de nada adiantou. E que depois dealguns dias foi orientado por um amigo a procurar o ministério do trabalho, mas que também não adiantou de nada, fizeram pouco caso dele, não levaram em conta nem por ele ser menor de idade. Contou ao velho senhor que estavaessa era su hitória e o motivo pelo qual ele estava ali, sem saber o que fazer da vida. O velho disse a ele:

– Meu rapaz, eu não tenho nada para lhe oferecer, apenas digo: faça auilo que seu coração achar melhor. Olhe à sua frente que você vai ver dois caminhos e terá que escolher entre o certo e o errado.

Em seguida, o velho foi embora. A essa altura, o outro homem mais jovem já tinha se aproximado e agora falava para o jovem rapaz sentado ali na beira da rua.

– Oh, meu amigo – ele disse – não se curve mais ao trabalho e a essa vida árdua: siga-me. Eu o conduzirei por um caminho onde você terá tudo o que desejar: dinheiro e mulheres, entre as mais belas que quiser. Você irá viver uma vida fácil, terá tudo que torna a vida alegre. Venha comigo e a vida será para você um sonho vívido de contentamento.

Valdemar, emocionalmente abalado com toda aquela tribulação que estava acontecendo em sua vida, sem pensar resolveu seguir aquele homem desconhecido. O que ele não sabia é que estava começando a viver um terrível pesadelo. Valdemar, que nunca tinha pegado numa arma de fogo, ganhou uma de presente daquele homem e depois foi apresentado para as drogas e as prostitutas, das quais se tornou escravo, até roubando só para para sustentá-las.

Não demorou muito tempo, foi preso. Valdemar, que antes evitava passar em frente a um presídio porque tremia de medo dos que estavam lá, agora tem que conviver com eles. Com apenas dezenove anos de idade, dentro de uma prsão, agora viu qe estava com problemas. As vezes, na sua solidão, ele tenta imaginar como seria sua vida hoje se tivesse seguido o caminho da virtude, o qual aquele homem velho tentou lhe mostrar. Então, chega à conclusão de que nada disso teria acontecido, não teria perdido a sua juventude atrás das grades e nem a sua família, que há mais de nove anos não sabem se Valdemar está vivo ou morto, mas mesmo assim esse jovem não se deixa vencer, nem pelo abandono de sua família, nem pela morte e tem esperança de terminar os seus estudos e fazer uma faculdade. Depois de todos esses anos, acorou de um cruel pesadelo, que quase arrasou sua vida, mas que ele poderia ter evitado, se tivesse agido com inteligência e se negado a aceitar a proposta daqule homem desconhecido que cruzou o seu caminho naquele dia em que ele estava abatido e sem rumo.

Agora, ele sonha em recomeçar a reconstruir a sua vida. Hoje esse rapaz vê essa oportunidade, graças aos estudos que antes não tinha e agora adquiriu dentro da unidade prisional, faz com que ele olhe para a vida com mais amor e acredite que ainda está em tempo de seguir o caminho da virtude.

Ser capaz de coneguir tudoo que ele deseja e realizar os seus sonhos com seus próprios esforços e merecimento, sem precisar passar por cima de ninguém para alcançar o que almeça: esse é o maior sonho desse jovem. Vencer.

A Ovelhinha Perdida – Fábio Timóteo

•23/07/2009 • 1 Comentário

Há algum tempo atrás havia uma ovelhinha ingênua, que não sabia o que realmente era a vida. Ela seguia seu pastor, que tinha uma bela voz e sabia falar coisas bonitas. A ovelhinha se sentia protegida, porque o pastor saía do aprisco com suas ovelhas a pastar e à tarde retornava com elas ao aprisco, onde dava água, abrigo e cuidava delas – protegia dos leões, dos lobos, das chuvas, das tempestades, dos espinhos, das estradas pedregosas (para que não machucassem os casquinhos das pastinhas).

Certo dia ela ouviu alguém dizer que do outro lado da montanha havia muito pasto, bem verdinho, mais saboroso e suculento que aquele que ela comia todos os dias. Os dias foram passando e na cabeça da ovelhinha ia aumentando a vontade de ir do outro lado da montanha, experimentar o pasto verdinho, saboroso, suculento.

Um dia essa ovelhinha estava pastando e pensando na vida: o que havia ao certo do outro lado da montanha? O que havia pelo caminho? O que o destino preparava para ela? Será que do outro lado o pasto era bom mesmo? Qual seria o sabor deste pasto? E… por que as outras ovelhas a ignoravam?

Com esses pensamentos na cabeça, ela começou a se afastar das outras ovelhas e nem percebeu, porque sua cabeça estava cheia de perguntas. O seu pastor estava tão entretido com as outras ovelhas, que nem viu a ovelhinha se afastar aos poucos.

Quando começou a chegar o fim da tarde, o pastor levou suas ovelhinhas para o aprisco, onde não percebeu a falta daquela ovelhinha frágil e ingênua – ou não quis ir atrás dela mesmo, por ser só uma ovelhinha pequenina.

A ovelhinha quando percebeu que estava escuro – a noite já havia chegado – quis voltar, mas estava aquela noite muito escura, nem luar no céu tinha, as estrelas não apareceram. Com medo, a ovelhinha gritou para ver se seu pastor a ouvia, para levar ao aprisco, onde ela estaria segura. Seu grito ecoou e ela percebeu que estava sozinha.

A pequena ovelhinha deitou ao relento com medo e com frio e acabou dormindo ali mesmo. Quando a ovelhinha acordou, percebeu que seu corpo estava cheio de gotas de orvalho. Ela se perguntou, então, porque seu pastor não havia ido procurá-la?

Então, a pequena ovelhinha decidiu continuar o caminho e ver o que havia do outro lado da montanha. Ela sabia que o caminho seria longo, mas ela tinha a esperança que seu pastor iria achá-la. A pequena ovelhinha andou horas e mais horas, dias e mais dias, enfrentou subidas e descidas pedregosas, onde machucou muitas vezes seus casquinhos, dormiu muitas vezes ao relento, enfrentou muitas chuvas e muitas tempestades.

Conseguiu achar abrigos debaixo de árvores, grutas, arbustos, pedras com fendas, passou por caminhos onde só havia espinhos, que rasgavam suas lãs, entravam em sua carne e a dilaceravam – a dor era grande, mas ela era persistente e continuava seu caminho.

Um belo dia ela percebeu que estava muito sozinha, não tinha ninguém para conversar. Mesmo assim, continuou seu caminho. Numa bela manhã, a pequena ovelhinha encontrou vários lobos e vários leões, que a rodearam, rosnando, com seus dentes afiados e suas unhas enorme. Ela se sentiu amedrontada e pensou consigo mesma; Então, percebeu que já havia enfrentado chuvas, tempestades, caminhos pedregosos e difícil, espinhos que a haviam machucado muito, e ela continuava viva. Então ela resolveu enfrentar os leões e lobos. Sem esperar pela coragem da ovelhinha, os lobos e leões não a atacaram, perguntaram a ela de onde vinha tanta coragem, ela contou a sua história e eles resolveram ajudá-la.

Os leões e lobos se tornaram amigos da ovelhinha. Eles a protegiam, dormiam todos juntos, brincavam juntos, e estavam ajudando a ovelhinha a chegar do outro lado da montanha. Quando conseguiram chegar lá, a pequena ovelha já havia crescido, já era uma ovelha com muitas cicatrizes, ela já havia até se esquecido que era uma ovelha, pois era, agora, mais parecida com os leões e lobos. Mas, com muita luta, tinha conseguido seu objetivo.

Ela então pulou de felicidade, pois tinha conseguido arrumar amigos e chegado finalmente onde queria: aquele pasto verde, delicioso, saboroso, que tinha gosto de mel. Os dias foram passando e a ovelha percebeu então, que o pasto era farto, mas só ela comia aquele pasto. Ela olhou e viu a realidade, que estava na frente de seus olhos e que ela não percebera antes. Ela viu que seus amigos lobos e leões, matando os outros bichos frágeis e inocentes, os devorando. Ela percebeu que, de alguma forma, contribuía com aquilo que acontecia, pois ela também fazia parte dos leões e lobos.

Seu pasto, então, tornou-se amargo que nem fel, o verde do pasto ficou marrom e seco e a ovelha pensou em tudo que passou e tudo o que perdeu para estar ali. Ela percebeu então que ainda era uma ovelhinha ingênua, porque se deixou levar por ilusões.

A ovelhinha resolveu voltar ao seu pastor. Os leões e lobos a cercaram novamente e ela lutou com toda sua a força para se soltar deles. Ela conseguiu e, muito machucada, ela começou o seu caminho de volta ao aprisco e ao seu pastor. Sua jornada foi longa e ela se machucou muito em todo caminho, porque encontrou pela frente as mesmas estradas pedregosas, subidas e descidas difíceis, espinhos, chuvas e tempestades violentas, mas não desistiu.

Quando a ovelhinha chegou até o seu aprisco, muitos anos haviam se passado, só que ela estava feliz, porque agora poderia ficar perto das outras ovelhas, suas antigas amigas e poderia ouvir novamente as doces palavras de seu pastor. Ansiosa, bateu com seu casquinho na porta do aprisco, o pastor abriu a porta, a ovelhinha se identificou ao pastor, mas o pastor olhou-a e viu que ela estava toda machucada, ferida, com muitas cicatrizes e, então, tomou uma atitude grotesca.

O pastor fechou a porta do aprisco na cara da ovelhinha, deixando-a para fora do aprisco – o pastor a rejeitou. A ovelhinha saiu dali sem rumo, começou a se virar sozinha sem entender o porquê seu pastor a rejeitara. Toda vez que essa ovelhinha agora vê um pastor, ela se esconde de medo, pela mágoa e dor que o pastor dela deixou em seu peito e em seu coração.

A ovelhinha agora enfrenta sem medo nenhum os leões, os lobos, os pastor, as chuvas, as tempestades, os caminhos pedregosos e cheios de espinhos, e segue sozinha seu caminho sem saber ao certo o que fazer, mas ela ainda luta por sua vida e guarda profundas cicatrizes, no corpo, na alma e no coração.

Lavoura da Mente – Sidnei Pereira dos Santos

•23/07/2009 • Deixe um comentário

A educação que realmente falta e nem sequer é cogitada para oferecer ao povo é o despertar interior de cada indivíduo. É a função de pensar que não é exercida nem pelas pessoas mais preparadas. Insisto em dizer que é pela função de pensar que a pessoa desperta a visão interior para a libertação íntima. O indivíduo desperto não necessita de código penal para reger sua vida, pois ele tem em sua mente a lei da causa e efeito, que é o mais perfeito código moral de conduta.

A maioria das pessoas vive cavando na rocha; não tem humildade bastante para reconhecer seus erros. Por hábito ou ignorância não cogita uma mudança interior. Não é preciso mudar de religião e nem mudar de país ou cidade para atingir altos objetivos. Os vícios e a má sorte que nos acompanham têm o nosso consentimento. Não assumimos a culpa porque nos obrigaríamos a pensar e, pensando, a nossa consciência nos forçaria a mudar.

Mudar de clube, mudar de emprego, mudar de casa é fácil. Difícil é mudar de hábitos, de costumes e modo de pensar. Nenhuma mudança significativa pode haver em uma pessoa que não seja pela função de pensar. O jovem que corrige seu modo de pensar se torna maduro. O velho que corrige seu modo de pensar recupera o entusiasmo e a lucidez.

Os pensamentos não são um castelo de pedras que não se pode mudar de lugar. Os pensamentos podem ser mudados, reciclados e corrigidos. Desde a infância somos conhecidos por nossos hábitos e forma de pensar, que nem sempre nos favorecem. Sabemos que em nossa ausência as pessoas comentam os nossos defeitos e nossa forma errada de viver. Ao invés de acolhermos isso com advertência, revidamos com ira e insultos. Gastamos nossas energias advogando em causa própria. Defendemos a forma errada de viver como se fosse o nosso próprio sangue.

Bem vindo!

•09/07/2009 • Deixe um comentário

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